Inovações que aumentam a qualidade de vida de mães e bebês

Uma bolsa térmica para evitar hipotermia em bebês prematuros, uma discreta bomba para tirar leite, uma lâmpada econômica para combater icterícia e uma almofada na medida para a amamentação: conheça as

13 de Agosto de 2015

A bolsa Embrace é uma solução de baixo custo para salvar a vida de bebês prematuros em regiões carentes do planeta. Ela carrega uma placa gelationsa que, depois de aquecida, pode manter a temperatura do bebê em 37ºC, de maneira estável, por até 6 horas. Nos hospitais de grandes centros urbanos, uma incubadora entrega o mesmo resultado. A Embrace nasceu como uma alternativa feita com 1% do custo de uma incubadora (a bolsa custa 200 dólares), de fácil transporte, uso e limpeza, e livre da obrigatoriedade de ter uma fonte de energia. O projeto nasceu em 2007 na Universidade de Stanford e já ajudou 150 mil bebês em 10 países como a Zâmbia, o Haiti e a China. Além da bolsa, a equipe Embrace promove educação e treinamento de profissionais de saúde onde atua.

Em janeiro de 2015 a professora inglesa Victoria Bellamy encontrou a solução para a difícil tarefa de amamentar um bebê recém-nascido de maneira confortável, com a mãe deitada. Depois de longas noites a beira da exaustão, cansada de encaixar rolos de toalha, almofadas e ursinhos de pelúcia, ela decidiu criar um pequeno travesseiro com medidas próprias para apoiar o seio. O enchimento é de espuma anti-alérgica e a cobertura é fácil de tirar para lavagens. A almofadinha Bennu Babies vai colocada sob o seio de modo a deixa os mamilos livres para o bebê alcançar. Uma ajuda e tanto para a auxiliar mães determinadas a abraçar a amamentação por longos períodos.

As incumbadoras para bebês prematuros ganham eficiência e economia de energia com a troca de lâmpadas fluorescentes por LED. Os banhos de luz azul que combatem a icterícia agora duram 7,6 horas com LED, contra 10,4 horas de exposição às lâmpadas fluorescentes. O modelo de LED também dura mais: 6 anos, contra 3 meses do modelo anterior. O sistema de fototerapia criado pela GE adicionou um sistema ótico que dissipa a luz de forma uniforme sobre o bebê. Desde 2011 foram mais de 1.000 unidades vendidas, metade delas para hospitais na Índia, onde a icterícia atinge 5% dos 25 milhões de recém-nascidos.

Em setembro de 2014, o MIT Media Lab montou o primeiro hackathon dedicado a bombas de tirar leite materno. Os modelos disponíveis no mercado atualmente são um transtorno para as mulheres: além de doloridos, são pouco práticos e nada discretos. Entre os vencedores do hackathon está a Gala Pump, da Kohana.Inc, um modelo de bomba “para usar”, encaixado em uma lingerie adaptada, o que torna a extração de leite mais natural e discreta. A bomba opera por um método de compressão – em oposição ao atual, de sucção –, menos dolorido e mais eficiente, simulando o movimento de extração manual do leite. Um sonho? Mais perto do que nunca. As criadoras do Gala Pump já venceram um prêmio de 10 mil dólares para aceleração de novos negócios dentro do MIT e estão levantando fundos através campanha no Kickstarter. 


Fonte: revistagalileu.globo.com

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